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02/08/2015

Inteligência emocional ajuda a conquistar vagas de liderança


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Houve um tempo em que as pessoas queriam mostrar sua face mais racional no mercado de trabalho, apresentar resultados e visões à margem das emoções, como se isso fosse demonstração de eficiência, de comprometimento com a empresa e profissionalismo. Mas o ser humano, em sua integralidade, possui três dimensões que não são isoladas: o corpo, a mente e o transcendente.
Precisamos ter saúde nos braços, no pulmão e nas pernas, assim como da nossa mente, e aqui digo "pensamentos e emoções", além, claro, de ter consciência dessa esfera da vida que não controlamos, ou não sabemos bem explicar e que está acima da nossa compreensão (nos transcende). Não falo de nenhuma religião, mas dessa porção de transcendência a qual somos submetidos desde quando nascemos até morrermos. Nada é isolado, na verdade, tudo forma a nossa integralidade.
Mas meu foco aqui é falar da nossa mente, mais especificamente das emoções. A saúde mental deve ser tratada com o mesmo rigor com que cuidados do nosso corpo físico. Afinal, é dela que dependemos para tomar nossas decisões, fazer escolhas e até mesmo para termos capacidade de sonhar e realizar. E o mundo corporativo já está percebendo que as pessoas podem até tentar, mas não vão conseguir se isolar de suas emoções no ambiente de trabalho. Não somos uma pessoa na empresa e outra com a família. Somos uma pessoa só, com comportamentos adequados a cada situação.
Nossas emoções se mostram em nosso comportamento, em nossas ações e nas prioridades que elegemos, inclusive no trabalho. É ingenuidade pensar que aquela pessoa que se diz “racional” não tem emoção, ou que alguém que se intitula “passional” também não tenha uma pitada de racionalidade. O que ocorre é que esses dois perfis são os extremos: o racional quer negar suas emoções e sentimentos, enquanto o passional se deixa levar pelos impulsos mais rasos que as emoções podem nos conduzir. 
Como quase sempre, o mais adequado é buscar o equilíbrio. O caminho do meio. Buscar o autoconhecimento para entender como funcionamos é o primeiro passo. A partir desse estudo, de si mesma, é possível tornar consciente alguns gatilhos que disparam nossas emoções. Num segundo momento é preciso aprender a ouvir essas emoções (e não afogá-las, como fazem alguns perfis ditos racionais).
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 Fornecido por Tempo de Mulher Profissionais e empregadores começam a perceber a importância de ter controle das emoções, em casa e no trabalho.
Assim, percebemos que sempre temos escolha, como a de frear esses impulsos ou de não “servir” a esses impulsos (como fazem os perfis “passionais”, seguindo suas emoções superficiais) e construir uma carreira de credibilidade. Não acredito que tenha essa história de que mulher é mais emotiva do que homem, por exemplo. Acredito que seja mais um aspecto cultural refletido na crença de que homem não chora e de que a mulher foi feita para chorar. Tanto é que já vemos muitas mudanças em relação a essa crença. Ainda bem!
Mas, na verdade, isso faz parte de algo maior, que é a busca pela Inteligência Emocional (IE). Atualmente, essa competência tem sido muito valorizada no mercado de trabalho, tanto na carreira corporativa quanto como empreendedora. A parte técnica continua sendo importante, mas ter um autocontrole e ser um humano íntegro (corpo, mente e espírito sãos) é tido como um diferencial muito procurado, principalmente, para cargos de liderança.
Ter autoconsciência, ser ético, conseguir se autorregular (não ser impulsivo), ter motivação, habilidades sociais e empatia são algumas características que precisamos desenvolver constantemente para nos destacarmos, seja onde quer que estejamos inseridos.
Pode parecer óbvio, mas não somos máquinas, somos humanos. Sendo assim somos passíveis de erros, temos limitações, visão seletiva, temos emoções e temos ainda um potencial imenso de realização para o bem. As emoções podem, sim, trabalhar a nosso favor. Aliás, elas nos ajudam a encontrar motivação, buscar forças para continuar, dar o melhor de nós, além de estimular para que você se lance no intuitivo e apresente feedbacks mais assertivos sobre os outros, se soubermos identificar as emoções com qualidade. É um exercício contínuo.
Dando luz às nossas emoções, elas passam a não nos atrapalhar e, sim, a fazer parte consciente de nossas vidas. Uma pessoa equilibrada é alguém que lida bem com suas emoções e sabe também lidar com as emoções e expectativas dos outros. Por isso, procure uma vida com mais emoção.

Seja feliz!

01/05/2014

9 situações para usar a inteligência emocional a seu favor

Atenção aos nervosinhos e ansiosos de plantão: a maneira como você lida com as emoções pode estar interferindo (muito negativamente) na sua vida profissional.
“A emoção é a base da decisão e da nossa reação ao futuro”, diz o psicólogo português Fernando Rodrigues que, em maio, participará do Neurobusiness Expo Forum, em São Paulo.
Ou seja, se a suas emoções não têm poder para determinar os solavancos do mercado de trabalho, elas tem capacidade de comandar as suas reações diante de adversidades, conflitos, negociações e decisões importantes na carreira.
Saber controlá-las, portanto, já é um grande passo para atingir o êxito profissional, segundo os especialistas. Mas como isso é possível? Confira como as pessoas de sucesso usam a inteligência emocional a seu favor no dia a dia de trabalho:
 1 Para ter consciência de habilidades e pontos fortes e fracos
O autoconhecimento é um dos pilares da inteligência emocional. Carlos Aldan, especialista no assunto e CEO do Grupo Kronberg, diz que pessoas de sucesso (e emocionalmente inteligentes) têm consciência de suas habilidades, pontos fortes e fracos. “E se concentram nos fortes”, diz.
Além disso, percebem como os seus padrões emocionais afetam sua forma de pensar e de se comportar e também as pessoas a sua volta.
 2 Para ser mais eficiente
Aldan aponta ainda a relação entre inteligência emocional e resultados financeiros. Segundo o especialista, por se conhecer e se focar em seus pontos fortes, tais pessoas tendem a ser mais eficazes, geram mais resultados e conseguem atingir as metas propostas. 
 3 Para se conectar com pessoas
Criar (e gerir) relacionamentos profissionais duradouros exige ajustes constantes. Pessoas de sucesso geralmente sabem disso, segundo Aldan. “Elas desenvolvem empatia”, explica.
4 Para ter poder de influência
Influenciar e engajar pessoas são duas ações próprias de profissionais emocionalmente inteligentes. Segundo Aldan, eles atuam de forma colaborativa e, assim, conseguem motivar colegas, chefes e subordinados.
5 Para entender que nenhuma situação ruim é eterna
Perceber que uma crise é temporária é essencial para atravessar uma fase desagradável sem surtar. Quem é emocionalmente inteligente tem esta postura mais otimista face às adversidades, segundo Aldan.
 6 Para não deixar que crises extrapolem a outros domínios da vida
Quantas vezes um péssimo dia no trabalho afetou negativamente a sua noite em casa? Deixar que a crise na empresa reverbere na sua vida pessoal só vai aumentar o campo de frustração.
“Pessoas emocionalmente inteligentes não deixam que crises extrapolem para outros domínios da sua vida”, diz Aldan.
7 Para dar um novo significado ao imutável
Agir para mudar o que é passível de ser alterado e ressignificar o imutável são dois comportamentos que revelam “sofisticação” emocional. 
“Não posso mudar e melhorar o trânsito de São Paulo, mas posso mudar minha atitude em relação ao tempo em que passo nele”, explica Aldan.
Em vez de passar uma hora irritado com o congestionamento, ele prefere usar o tempo para fazer ligações e ler livros, por exemplo. “É a mesma hora, mas minha perspectiva sobre ela mudou”, diz.
 8 Para criar mecanismos que alterem estados mentais
“O grande desafio é entender que não existe razão sem emoção”, diz Fernando Rodrigues. Este é o “pulo do gato” para usar a gestão emocional a seu favor.
Na maior parte das vezes, diz ele, surgem justificativas cognitivas posteriores para as decisões tomadas sob influência de emoções. “Você racionaliza depois e justifica a ação”, concorda Aldan.
O especialista afirma que é preciso antecipar esta lógica. Uma medida para isso é, por exemplo, "procrastinar" a ação. Se o impulso é uma resposta atravessada, você se acalma antes de falar. Se está no trajeto para um dia difícil no trabalho, ouvir a música preferida pode dar uma dose extra de energia e motivação. E por aí vai. 
“Podemos criar mecanismos pessoais de apoio a decisões, como passar de estados de medo para estados de calma, passar de ansiedade para autocontrole, passar de estados de raiva para estados de empatia”, diz.
 9 Para observar emoções alheias e ajustar suas atitudes
Entender as emoções dos outros e ajustar a sua reação a elas é também domínio da gestão emocional, diz Fernando Rodrigues.
“Saber observar as expressões emocionais de outras pessoas pode aumentar nossa capacidade de negociação e melhorar a tomada de decisão”, afirma Rodrigues.
Se tirar proveito de negociações é parte essencial do sucesso na carreira, conhecer o funcionamento do processo emocional torna o êxito mais fácil de ser atingido. “Pois comunicamos para os outros calibrados na emoção deles”, explica. 
Via: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/9-situacoes-para-usar-a-inteligencia-emocional-a-seu-favor?page=2